PESQUISA PARA O PROJETO DE MAPEAMENTO DAS ARTES NAS ESCOLAS PÚBLICAS
DO NOVO ENSINO MÉDIO – NEM, DO DISTRITO FEDERAL
PESQUISA PARA O PROJETO DE MAPEAMENTO DAS ARTES NAS ESCOLAS PÚBLICAS
DO NOVO ENSINO MÉDIO – NEM, DO DISTRITO FEDERAL
APRESENTAÇÃO
A Rota da Nossa Pesquisa: O Raio-X dos Projetos Político-Pedagógicos (PPPs)
Para mapear a realidade do ensino de Arte no Distrito Federal e compreender o impacto do "Professor-Artista" na vida dos jovens, nossa equipe mergulhou profundamente na análise documental dos Projetos Político-Pedagógicos (PPPs) das escolas públicas.
Para garantir o rigor científico e capturar a verdadeira essência de cada unidade de ensino, desenvolvemos uma metodologia de investigação baseada em cinco etapas fundamentais. Confira como realizamos esse mapeamento:
O que analisamos: O ponto de partida da nossa pesquisa é a radiografia da escola. Iniciamos com a identificação completa da instituição (nome, código INEP, regional de ensino, endereço), mapeamos os turnos e as etapas de ensino ofertadas, e analisamos a composição da equipe gestora responsável.
O que isso nos revelou: Essa etapa nos permitiu capturar a imensa diversidade da rede pública do DF, passando por Centros de Ensino Médio regulares, Escolas de Tempo Integral, a alta especialização da Educação Profissional, os desafios da Educação no Sistema Prisional, a Educação Bilíngue para Surdos (EBPP), o Ensino a Distância e o atendimento complementar das Escolas Parque.
O que analisamos: Realizamos uma busca minuciosa por todas as ações que envolvem artes e cultura na escola. Investigamos componentes curriculares, projetos interdisciplinares, oficinas, mostras, festivais, saraus e visitas a equipamentos culturais. Para cada ação, extraímos o trecho original do PPP, descrevemos seu objetivo, público-alvo, linguagens artísticas envolvidas e responsáveis, classificando-as em: ações curriculares, extracurriculares ou parcerias externas.
O que isso nos revelou: Descobrimos um ecossistema cultural escolar riquíssimo que transforma a vida dos jovens. Identificamos ações transformadoras em muitos projetos pedagógicos que envolvem a arte.
O que analisamos: Verificamos como os PPPs ancoram legalmente o ensino de artes, buscando correlações diretas com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o Currículo em Movimento do DF, a nova legislação do Ensino Médio e as leis e editais de fomento à cultura (como o FAC e o Conexão Cultura).
O que isso nos revelou: Observamos que as escolas justificam a arte como pilar da formação cidadã amparadas pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e pelas competências da BNCC. As escolas comprovam que o ensino artístico não é apenas uma atividade complementar, mas uma exigência legal para o desenvolvimento humano, estético e profissional dos estudantes.
O que analisamos: Investigamos se o PPP prevê o uso da Arte como ferramenta de educação antirracista, valorizando ativamente as culturas afro-brasileiras, indígenas, periféricas e tradicionais, detalhando o foco e as páginas de cada ação identificada.
O que isso nos revelou: A arte tem sido o veículo principal para celebrar a diversidade no DF. Destacam-se nos PPPs algumas práticas concretizadas em projetos artísticos, as abordagens interculturais bilíngues da EBPP para estudantes surdos, e o profundo mergulho nas ancestralidades e manifestações periféricas apontadas nos projetos das demais unidades
O que analisamos: Mapeamos especificamente quais linguagens são citadas (Teatro, Dança, Música, Artes Visuais, Audiovisual, entre outras). Em seguida, analisamos como o componente curricular "Arte" é estruturado no Ensino Médio: sua concepção, carga horária, objetivos de aprendizagem e, principalmente, os métodos de avaliação escolhidos.
O que isso nos revelou: A princípio, pesquisa mostrou que, em toda a rede, a Arte rejeita o uso de avaliações puramente punitivas ou numéricas, sendo tratada sob a perspectiva da avaliação formativa, contínua e processual, valorizando as dimensões qualitativas do fazer artístico. Além disso, a disciplina atua com força na "Formação Geral Básica" e ramifica-se nos novos "Itinerários Formativos", como ocorre nos Percursos Educacionais Estruturados e Projetos de Vida das escolas.